O Daniel chegou!!! Graças a Deus meu filhote veio ao mundo cheio de saúde pra alegrar nossas vidas.
Meu parto foi tranquilo, acordei no domingo dia 27 sentindo as dores que eu já estava sentindo fazia alguns dias, só que a perda do tampão mucoso era muito maior e o desconforto também.
Liguei pro médico, expliquei a situação, e ele mais uma vez me tranquilizou, pediu para que eu tomasse um banho bem quente e continuasse de repouso, colocou-se à minha disposição pra qualquer mudança e frizou que eu poderia ligar qualquer horário que ele estaria em alerta.
Almoçamos na casa da minha mãe e quando voltei pra casa tomei um banho bem quente, peguei o colchão da antiga mini cama do Gui e deitei no chão da sala. Por volta das quatro horas da tarde começaram as dores. Continuei deitada fazendo exercícios de respiração e nisso consegui dormir um pouquinho. Acordei mais dolorida, fui ao banheiro, tomei outro banho de uns 40 minutos, voltei e deitei no colchão novamente. Tinha certeza que daquele dia não passava. O Daniel iria nascer e não tinha mais como adiar. De um lado fiquei contente, porque o trabalho de parto tirava aquela sensação estranha que eu sentia do Daniel não ter nascido naturalmente e sim tirado antes da hora só pra aliviar os meus desconfortos. Por outro lado fiquei desesperada porque tinha certeza que o Anderson não poderia estar presente 100% do tempo nos dias que iriam seguir o meu pós parto e isso me deixou e tem me deixado bem angustiada.
Já no finalzinho da noite o Guilherme veio e me perguntou: Mãe o Daniel vai nascer hoje não é? E o Anderson respondeu pra ele: Não filho! Vai nascer na quinta feira, já tá quase chegando tá bem?
O Guilherme foi dormir e só então avisei ao Anderson que estava em trabalho de parto. Perguntei que horas eram e ele disse que era meia noite em ponto e me perguntou desde que horas eu tinha começado a sentir dor e respondi que ás 16:00h. Ele me chamou de louca e perguntou se eu achava que seria naquele dia. Respondi pra ele que não passava de uma da manhã e logo em seguida veio mais uma contração e descobrimos que o intervalo entre uma contração e outra era só de 4 em 4 minutos.
Ele falou que era melhor nós irmos logo pro hospital, que não tinha necessidade de eu estar sentindo aquelas dores.
Liguei pra minha mãe pra que ela viesse ficar com o Guilherme e ligamos pro Dr. Enio que nos mandou ir na emergência e se verificasse que havia trabalho de parto, que ligassemos pra ele, que ele iria ao nosso encontro.
O hospital fica a menos de 5 minutos da minha casa, mas foram os cinco minutos mais eternos da minha vida. Devo ter sentindo umas 3 contrações no caminho. A pista não era normal, parecia estrada de terra no momento das contrações, doia mais com o solavanco do carro.
O atendimento na emergência foi rápido, levei um toque e descobri que levar toque em trabalho de parto com dilatação não doí :). Ligamos pro Dr. Enio e assinei os documentos pra internação. Fui levada pra uma salinha , me troquei e me levaram pro centro cirurgico, me colocaram no soro e pegaram os dados da minha gestação (cartão pré-natal). Tudo isso não levou 40 minutos, em frente a porta da cama onde eu estava sentada tinha um relógio gigante que marcava 00:50h. O Dr enio chegou na mesma calma de sempre, com um sorrisão no rosto me perguntando a data que nós tinhamos marcado o parto. Verificou de quanto em quanto tempo vinha minhas contrações e falou: Está muito perto, já, já seu garotão está aí com gente!
A enfermeira foi buscar o Anderson e só então eu me senti protegida. Fizemos uma oração juntos que foi interrompida por uma contração e nessa hora pedi pra Deus estar comigo. Antes de sair de casa fui no quarto do Guilherme, dei um beijo nele e fiquei com muito medo de não voltar, de alguma coisa dar errada. Na minha oração eu pedi pra Deus pra que ele estivesse aO meu lado, pois eu queria voltar pro meu Guigui.
Estava tudo pronto, mas o anestesista ainda não tinha chegado. As duas enfermeiras que estavam lá, me ajudaram muito com as contrações, por alguns segundos eu esquecia que estava sentindo.
Fiquei olhando pro relógio vendo os minutos passarem e só então, quando eram duas horas e 10 minutos o anestesista chegou, muito gente boa ele, tirando o fato de ter me feito sofrer por muito tempo.
Toda a equipe foi excelente! Fui anestesiada e a última coisa que fiz questão de fazer foi olhar pro Anderson que estava lá no cantinho do centro cirurgico antes deles colocarem aquele tecido que eles juram que não nos permite ver nada.
Senti muita "gastura", não senti dor alguma, mas sabia exatamente o que eles estavam fazendo e onde estavam fazendo, me senti meio que de borracha, senti a enfermeira passar o alcool, o Dr.Enio passar o iodo, o bisturi e até mão do Dr juraci (assistente) procurar o Daniel dentro de mim, depois escutei uma tosse e um berro bem audível do Daniel e as enfermeiras comemorarem.
O choro do Daniel ecoava no centro cirurgico inteiro enquanto os médicos me costuravam. Meu dignissímo esposo esqueceu de mim e não veio me ver (na verdade não deixaram), só depois que fui pra sala de recuperação é que ele apareceu por lá, todo abobado, dizendo que o Daniel tinha muitos traços iguais aos meus e foi buscar o Daniel pra eu conhecer.
Fiquei meio aflito, porque eu estava gelada e me tremia muito, mas não deixou que a preocupação dele me pertubasse, ficou me observando em silêncio.
Me apaixonei de cara pelo Daniel, só que ele estava mais interessado em mamar, então não tivemos nossos minutos maternal imediatamente.
Foi assim que tudo aconteceu! daniel nasceu no dia 28 de janeiro de 2008 ás 2 horas e 17 minutos, pesando 2 kilos e 850 gramas. Não quis mamar no primeiro dia e teve que receber complemento por 24hs, primeiro porque meu colostro não tinha descido ainda, segundo porque a noite anterior tinha sido muito cansativa e ele só queria descansar tirando uma loooooonga soneca, sem tempo de acordar pra sugar.
Recebemos alta no dia 29 de janeiro e desde então estamos aqui em casa, nos adaptando a nova fase da nossa família que não tem sido nada fácil. O Guilherme está sentindo muito e muito mesmo, O Anderson não está podendo estar em casa como aconteceu no pós operatório do Gui e minha mãe está aqui 18 horas por dia.
Enfim depois conto essa outra parte com mais calma! Seguem as fotos do Daniel.
Edi
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Voltando à Ativa....
Postado por Anderson Lopes
