Eu sei!
Tudo pode acontecer
Eu sei!
Nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo
Vou jogar no mar
Flores prá te encontrar...
Não sei...
Por que você disse adeus
Guardei!
O beijo que você me deu
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo
Vou jogar no mar
Flores para te encontrar...
Na última sexta dia 18/04/2008 o meu pai foi morar com o papai do céu. Nos deixou com uma tristeza sem explicação...
Não tenho força e nem palavras pra tentar explicar, como foi e o que estou sentindo.
Só posso dizer que não está sendo fácil...
domingo, 20 de abril de 2008
...
Postado por Edivânia
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Cuidando um pouco de mim...
Todos os anos quando chega o finalzinho do mês de dezembro, eu faço minhas resoluções de ano novo. Penso no que vou fazer e acontecer no ano que está para chegar e enquanto estou fazendo isso percebo que mais uma vez me acomodei e não fiz nada das resoluções anteriores.
Esse ano fiz diferente, resolvi não pensar no que fazer, decidi que deixaria acontecer e estou me surpreendendo com tudo e principalmente comigo mesma.
A chegada do Daniel ao invés de me dá vontade de ficar única e exclusivamente em casa, me fez querer ser realizada e isso tem movimentado bastante a nossa casa.
Graças a Deus o Anderson tem me apoiado em minhas decisões, só tem tido o cuidado de puxar um pouco pra realidade quando termino de tomar o redbul e crio asas na imaginação.
Pra início de tudo, estou de dieta. Como assim dieta cara pálida? Você não está amamentando?
Já perdi todo o peso que ganhei durante a gestação, mas estou com aquela barriga horrenda de grande. Estou liberada para fazer hidro com as tiazinhas da 3º idade e vou fazer e vou contar com o apoio de uma esteira pra fazer caminhadas aqui em casa. A alimentação vou tirar massas, refris e chocolates (tõ viciaaaada). Acho que vai ser o suficiente pra acabar com essa pança :(
estou voltando a estudar e o melhor de voltar a estudar é que vou estudar uma coisa que amo muito que é fotografia.
Já fiz minha inscrição, estou só esperando formar turma de 20 alunos pra começar o curso lá na oficina de fotografia da UPIS. Não vejo a hora de começar, já liguei lá algumas vezes querendo saber uma data, mas eles só dizem que será quando formar a turma :(
O resto são as mesmas coisas de sempre, cabelo, unha, maquiagem, depilação que amo e nunca deixo de fazer.
Postado por Edivânia
Marcadores: Pessoal
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Meu pai...

sabe aquela pessoa que mesmo não sendo a pessoa mais correta do mundo e mesmo assim você o ama muito? É o meu pai.
Ele sempre foi um tanto quanto "porra louca", apaixonado pelos filhos, mas nem aí pra trazer o sustento deles pra casa. No quesito atenção e amor ele sempre marcou muitos pontos comigo. Marcou tantos que segundo o Anderson é por ele (pai) que eu chamo quando estou tendo algum pesadelo ou sentindo alguma dor que fico meio inconsciente (cólica renal...Afê).
Meus irmãos são meio arredios com ele, sofreram muito quando crianças a ausência do meu pai, eu já peguei uma fase mais consciente dele e não tenho do que reclamar.
Como avô ele é o máximo do máximo, pula, deita, rola e é o "banco central", só que neste último caso as crianças só fazem retirada (rs). O tipo de homem que tem mil e uma histórias pra contar, sempre cativando a atenção e o carinho dos expectadores.
Lembro que quando eu era criança sempre ouvia as pessoas falando que ele tinha problema do coração, mas pra mim o coração dele era perfeito, coração de criança. Por diversas vezes fui visita-lo quando ele ficava internado e quando ele me via ele chorava como uma criança e eu junto com ele por pensar que ele iria morrer. Os anos passaram eu "cresci" e meu pai continuou com suas loucuras que não são admiraveis, mas continuou sendo um bom pai. Com o passar dos anos ele descobriu que tem diabetes e desde então trava uma luta com a doença, só que a luta é sempre favorável a ela, por que não consegue fazer dieta, come absurdamente e eu sei que lá no fundo ele gostaria de conseguir se controlar.
No finalzinho de 2006, acordei com um telefonema da minha mãe avisando que ele tinha acabado de ter derrame e estava no hospital esperando uma ambulâcia pra ser transferido para um outro hospital. Eu perdi o chão... pedi pra falar com ele e pelo telefone escutei a voz dele embargada pelo medo de ficar em uma cadeira de rodas pra sempre, ele me falou assim: Oi minha filha! Eu não estou sentindo minhas pernas e chorou e não conseguiu falar mais nada. Minha mãe pegou o telefone e falou pra mim que ele não podia se emocionar. 4 Dias depois ele voltou pra casa, sem conseguir andar e dependendo de nós para tudo. Fez dieta e graças a Deus só restou uma sequela deste derrame. Ele não consegue andar sem bengala pois não tem equilibrio pra andar.
No mês passado ele teve outro derrame, desta vez foi facial o olho direito ficou mai baixo ,quase imperceptivel, mas nós que convivemos com ele percebemos a diferença e a lingua cresceu um pouco, fazendo com que ele fique com a fala mais complicada.
Desde o último derrame ele tem estado triste, falando coisas que me fazem perceber que ele está se despedindo da gente aos poucos. mas nada do que ele disse me fez ficar tão abalada como fiquei hoje.
Cheguei na casa da minha mãe hoje cedo e como todos os dias ele estava lavando a louça, pedi benção pra ele e fui pra sala dar mamar pro Daniel. Da sala eu via o movimento dele pra lá e pra cá na cozinha enquanto eu conversava com minha mãe que estava sentada no outro sófa. Nós estavamos sorrindo quando eu vi ele desequilibrando. Gritei pra minha mãe que ele estava caindo, coloquei o daniel no carrinho e quando cheguei lá atrás da minha mãe, ele estava lá deitado no chão, com os olhos cheios de lágrimas... respirei fundo, ajudei minha mãe a levantá-lo e o levamos para o sofá. Perguntei se ele tinha se machucado e ele disse que o joelho estava doendo, levantei a perna da calça e vi que não tinha nada, coloquei a bolsa de gelo e ela falou assim: é sempre assim né minha filha? Eu não sei em que momento da sua vida você desistiu de ser médica, mas desde que você era criança você sempre teve um remédio pra indicar uma ação imediata. Eu sinto muito por não ter lutado pra dar condições pra você fazer sua faculdade enquanto ainda era solteira.
Sinto que ele está começando a se despedir da gente, algumas horinhas depois ele virou pro Daniel e disse: Oi neguinho do vovô! Oie! será que o vovô vai viver o bastante pra poder carrega-lo no colo (meu pai não pega bebês no colo só depois que estão sentando sozinhos).
Me chamou e pediu par eu ligar na APAX e agendar uam visita pra ele. Fiquei tão mal quando ele me pediu isso, doeu lá dentro em saber que ele está querendo pagar o funeral dele antecipado.
Sei que existe coisas na vida que são inevitaveis e a morte é a principal delas. Quando temos alguém dentro de casa doente, estamos sempre lutando pra que elas sarem logo e volte a sua vida normal. Mas quando se trata de pai doi mais, doi muito mais.
Estou com o coração miudinho, com um nó na garganta hoje. Amanhã venho falar dos meninos....
Postado por Edivânia
