Para Daniel
Filho hoje fez um mês que você chegou para dar mais sentido às nossas vidas. Em um mês você conquistou amores que serão para uma vida inteira. Sua chegada trouxe o cheirinho de bebê para nossa casa, a alegria antes disfarçada, o choro emocionado e o ciúmes amoroso do teu irmão.
Não me recordo quantas vezes chorei enquanto estava grávida, mas sei que todas as vezes você me dava um chutão bem forte, como se quisesse me dizer pra eu não desistir que você estava ali e juntos continuariamos lutando.
Foram várias as vezes em que você pulou só em ouvir a voz do seu irmão e retribuiu a euforia dele com aquele chutão que só você sabia dar.
Você não imagina como foram longas as 39 semanas e 5 dias em que eu carreguei você no meu ventre.
Você não faz idéia do quanto nós sonhávamos com você... O quanto imaginamos como você seria e com quem pareceria.
Hoje você está aqui. Você é a felicidade realizada! É a certeza de que valeu a pena insistir, valeu a pena esperar e quando a hora chegou, ter a certeza de que tudo valeu a pena, pois o chorinho que ecoava no centro cirurgico era de uma pessoa que nos faria muito mais feliz. Você é o complemento desta família que tanto te desejou, esperou e agora vibra com cada sorriso que você nos presenteia.
Hoje você ainda não entende, assim como o Guilherme antes não entendia. Mas você e seu irmão mudaram nossas vidas. E essa mudança nos dá uma injeção de animo pra continuar a lutar por aquilo que mais temos de precioso neste mundo que é você e o seu irmão.
Te amamos demais e sua presença inunda nossos corações de alegria!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Um Mês!!!
Postado por Edivânia
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Voltando a scrappear
Com a chegada do Daniel e algum tempo disponível pela manhã. Comecei a criar algumas páginas. Perdi a prática na verdade, mas estou tentando. Hoje separei várias fotos do Gui que são dignas de scrap e as do Daniel estão chegando uma mais linda que a outra.
Créditos:
Inpiração: Layered template free by Loreta Labarca
Kit: Two Little Pixels Freebie by Ksharonk Desing
Botões, Laços e Binder clip: kit Allboy By Patrícia Amaral
Mini tag: Kit Pure Love by Patrícia Amaral
Costurinha: Zigzag Stitch White by Ronna Penner
Doodle: Angel by Gina Cabrera
Frame: Grunge Frame 1 by J Sprague
Fontes: Rage Italic e Pristina
Edi
Postado por Edivânia
Marcadores: Scrap
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
O poder que os bebês exercem sobre as pessoas...
Hoje parei para observar como um bebê faz muita diferença na vida de uma família. O Daniel ainda não tem nem um mês e fez uma revolução por aqui. O Guilherme sente. Passa a maior parte do tempo cobrando atenção, chora por motivos que antes pra ele eram só motivos de risos, quer estar mais ao meu lado e isso inclui contato físico... beijos e abraços a todo instante. Em mim refletiu na escassez do meu tempo, entre uma mamada e outra sempre tem uma troca de fralda, um colinho e não consigo organizar meu tempo para fazer nem cinquenta por cento das coisas que eu fazia antes. No Anderson é que eu noto uma revolução maior, tenho a impressão que a chegada do Daniel colocou sobre ele um peso de responsabilidade dobrada, sempre que nos falamos ele está frizando os contratos que foram fechados pra empresa, os que estão prestes a fechar, o que isso representa em dinheiro e sempre reforça que iremos ficar bem. Na família (Anderson, Edivânia e Guilherme) está tudo bagunçado, não conseguimos nos acertar, o Gui sente falta da atenção que era voltada só pra ele e não se contenta somente com os cinquenta por cento. Eu sinto falta do Guilherme menos ciumento, menos chorão, sorridente e brincalhão. Sinto falta também do Anderson menos responsável e preocupado que dava mais valor aos momentos raros que tinha ao nosso lado sem se preocupar no que tinha que fazer pra que estes momentos sempre fossem felizes. No Anderson, acho que ele sente minha falta como mulher, não que eu não esteja aqui mas o resguardo e as resposabilidades mexem com o relacionamento neste início. O Daniel eu percebo que ele sente falta da proteção que o ventre o fazia sentir. Vez ou outra quando ele está chorando eu o encosto no meu peito e ele fica se mexendo até encontrar as batidas do meu coração e eu o observo escutando aquele barulhinho sorrindo como se algo muito familiar longe deste mundo louco que nós como família ainda não conseguimos acertar o fizesse sentir saudade e só a lembrança dele o acalmasse.
A decisão de ter um segundo filho me fez criar teorias fantásticas na criação dos dois juntos, mas a prática delas neste início tem sido um desastre. Tem dias que choro durante a noite talvez por culpa de não estar conciliando a felicidade do Gui com a chegada do irmão e isso me mata aos pouquinhos porque os dois são minha vida. Mas o melhor de tudo ou o que me consola (sei lá!) é que o amor dele pelo Daniel é imenso. Ele se sente afetado por nós adultos, mas pelo irmão não. A frase mais gostosa dita repetidamente por ele é : "Quem o bebê gostosão do rimão hein? Quem é?"
Ainda não tive tempo de sentar com o Anderson e conversarmos sobre isso... Enquanto isso vou errando aos pouquinhos tentando acertar. tem dias que são maravilhosos e tem os os dias tempestuosos, porém nenhum deles são dias infelizes. O sorriso do Guilherme e do Daniel compensam minhas ruguinhas na testa de preocupação.
Quando terminei de escrever este post, pensei em não publica-lo. Senti que passaria a impressão de que a chegada do Daniel havia nos tornado uma família infeliz. Mas o que quero mesmo dizer é que não nos preparamos direito para recebe-lo e estamos tentando acertar, cada dia estamos consertando algo que esquecemos de fazer por nos julgar experientes demais por que já tínhamos o Guilherme.
Enfim, o ser humano vive atrás de uma felicidade que sempre quando conquistada gera mais responsabilidade e ele descobre que não se preparou para ser muito mais feliz.
Edivânia
Postado por Anderson Lopes
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Voltando à Ativa....
O Daniel chegou!!! Graças a Deus meu filhote veio ao mundo cheio de saúde pra alegrar nossas vidas.
Meu parto foi tranquilo, acordei no domingo dia 27 sentindo as dores que eu já estava sentindo fazia alguns dias, só que a perda do tampão mucoso era muito maior e o desconforto também.
Liguei pro médico, expliquei a situação, e ele mais uma vez me tranquilizou, pediu para que eu tomasse um banho bem quente e continuasse de repouso, colocou-se à minha disposição pra qualquer mudança e frizou que eu poderia ligar qualquer horário que ele estaria em alerta.
Almoçamos na casa da minha mãe e quando voltei pra casa tomei um banho bem quente, peguei o colchão da antiga mini cama do Gui e deitei no chão da sala. Por volta das quatro horas da tarde começaram as dores. Continuei deitada fazendo exercícios de respiração e nisso consegui dormir um pouquinho. Acordei mais dolorida, fui ao banheiro, tomei outro banho de uns 40 minutos, voltei e deitei no colchão novamente. Tinha certeza que daquele dia não passava. O Daniel iria nascer e não tinha mais como adiar. De um lado fiquei contente, porque o trabalho de parto tirava aquela sensação estranha que eu sentia do Daniel não ter nascido naturalmente e sim tirado antes da hora só pra aliviar os meus desconfortos. Por outro lado fiquei desesperada porque tinha certeza que o Anderson não poderia estar presente 100% do tempo nos dias que iriam seguir o meu pós parto e isso me deixou e tem me deixado bem angustiada.
Já no finalzinho da noite o Guilherme veio e me perguntou: Mãe o Daniel vai nascer hoje não é? E o Anderson respondeu pra ele: Não filho! Vai nascer na quinta feira, já tá quase chegando tá bem?
O Guilherme foi dormir e só então avisei ao Anderson que estava em trabalho de parto. Perguntei que horas eram e ele disse que era meia noite em ponto e me perguntou desde que horas eu tinha começado a sentir dor e respondi que ás 16:00h. Ele me chamou de louca e perguntou se eu achava que seria naquele dia. Respondi pra ele que não passava de uma da manhã e logo em seguida veio mais uma contração e descobrimos que o intervalo entre uma contração e outra era só de 4 em 4 minutos.
Ele falou que era melhor nós irmos logo pro hospital, que não tinha necessidade de eu estar sentindo aquelas dores.
Liguei pra minha mãe pra que ela viesse ficar com o Guilherme e ligamos pro Dr. Enio que nos mandou ir na emergência e se verificasse que havia trabalho de parto, que ligassemos pra ele, que ele iria ao nosso encontro.
O hospital fica a menos de 5 minutos da minha casa, mas foram os cinco minutos mais eternos da minha vida. Devo ter sentindo umas 3 contrações no caminho. A pista não era normal, parecia estrada de terra no momento das contrações, doia mais com o solavanco do carro.
O atendimento na emergência foi rápido, levei um toque e descobri que levar toque em trabalho de parto com dilatação não doí :). Ligamos pro Dr. Enio e assinei os documentos pra internação. Fui levada pra uma salinha , me troquei e me levaram pro centro cirurgico, me colocaram no soro e pegaram os dados da minha gestação (cartão pré-natal). Tudo isso não levou 40 minutos, em frente a porta da cama onde eu estava sentada tinha um relógio gigante que marcava 00:50h. O Dr enio chegou na mesma calma de sempre, com um sorrisão no rosto me perguntando a data que nós tinhamos marcado o parto. Verificou de quanto em quanto tempo vinha minhas contrações e falou: Está muito perto, já, já seu garotão está aí com gente!
A enfermeira foi buscar o Anderson e só então eu me senti protegida. Fizemos uma oração juntos que foi interrompida por uma contração e nessa hora pedi pra Deus estar comigo. Antes de sair de casa fui no quarto do Guilherme, dei um beijo nele e fiquei com muito medo de não voltar, de alguma coisa dar errada. Na minha oração eu pedi pra Deus pra que ele estivesse aO meu lado, pois eu queria voltar pro meu Guigui.
Estava tudo pronto, mas o anestesista ainda não tinha chegado. As duas enfermeiras que estavam lá, me ajudaram muito com as contrações, por alguns segundos eu esquecia que estava sentindo.
Fiquei olhando pro relógio vendo os minutos passarem e só então, quando eram duas horas e 10 minutos o anestesista chegou, muito gente boa ele, tirando o fato de ter me feito sofrer por muito tempo.
Toda a equipe foi excelente! Fui anestesiada e a última coisa que fiz questão de fazer foi olhar pro Anderson que estava lá no cantinho do centro cirurgico antes deles colocarem aquele tecido que eles juram que não nos permite ver nada.
Senti muita "gastura", não senti dor alguma, mas sabia exatamente o que eles estavam fazendo e onde estavam fazendo, me senti meio que de borracha, senti a enfermeira passar o alcool, o Dr.Enio passar o iodo, o bisturi e até mão do Dr juraci (assistente) procurar o Daniel dentro de mim, depois escutei uma tosse e um berro bem audível do Daniel e as enfermeiras comemorarem.
O choro do Daniel ecoava no centro cirurgico inteiro enquanto os médicos me costuravam. Meu dignissímo esposo esqueceu de mim e não veio me ver (na verdade não deixaram), só depois que fui pra sala de recuperação é que ele apareceu por lá, todo abobado, dizendo que o Daniel tinha muitos traços iguais aos meus e foi buscar o Daniel pra eu conhecer.
Fiquei meio aflito, porque eu estava gelada e me tremia muito, mas não deixou que a preocupação dele me pertubasse, ficou me observando em silêncio.
Me apaixonei de cara pelo Daniel, só que ele estava mais interessado em mamar, então não tivemos nossos minutos maternal imediatamente.
Foi assim que tudo aconteceu! daniel nasceu no dia 28 de janeiro de 2008 ás 2 horas e 17 minutos, pesando 2 kilos e 850 gramas. Não quis mamar no primeiro dia e teve que receber complemento por 24hs, primeiro porque meu colostro não tinha descido ainda, segundo porque a noite anterior tinha sido muito cansativa e ele só queria descansar tirando uma loooooonga soneca, sem tempo de acordar pra sugar.
Recebemos alta no dia 29 de janeiro e desde então estamos aqui em casa, nos adaptando a nova fase da nossa família que não tem sido nada fácil. O Guilherme está sentindo muito e muito mesmo, O Anderson não está podendo estar em casa como aconteceu no pós operatório do Gui e minha mãe está aqui 18 horas por dia.
Enfim depois conto essa outra parte com mais calma! Seguem as fotos do Daniel.
Edi
Postado por Anderson Lopes
