sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

O poder que os bebês exercem sobre as pessoas...

Hoje parei para observar como um bebê faz muita diferença na vida de uma família. O Daniel ainda não tem nem um mês e fez uma revolução por aqui. O Guilherme sente. Passa a maior parte do tempo cobrando atenção, chora por motivos que antes pra ele eram só motivos de risos, quer estar mais ao meu lado e isso inclui contato físico... beijos e abraços a todo instante. Em mim refletiu na escassez do meu tempo, entre uma mamada e outra sempre tem uma troca de fralda, um colinho e não consigo organizar meu tempo para fazer nem cinquenta por cento das coisas que eu fazia antes. No Anderson é que eu noto uma revolução maior, tenho a impressão que a chegada do Daniel colocou sobre ele um peso de responsabilidade dobrada, sempre que nos falamos ele está frizando os contratos que foram fechados pra empresa, os que estão prestes a fechar, o que isso representa em dinheiro e sempre reforça que iremos ficar bem. Na família (Anderson, Edivânia e Guilherme) está tudo bagunçado, não conseguimos nos acertar, o Gui sente falta da atenção que era voltada só pra ele e não se contenta somente com os cinquenta por cento. Eu sinto falta do Guilherme menos ciumento, menos chorão, sorridente e brincalhão. Sinto falta também do Anderson menos responsável e preocupado que dava mais valor aos momentos raros que tinha ao nosso lado sem se preocupar no que tinha que fazer pra que estes momentos sempre fossem felizes. No Anderson, acho que ele sente minha falta como mulher, não que eu não esteja aqui mas o resguardo e as resposabilidades mexem com o relacionamento neste início. O Daniel eu percebo que ele sente falta da proteção que o ventre o fazia sentir. Vez ou outra quando ele está chorando eu o encosto no meu peito e ele fica se mexendo até encontrar as batidas do meu coração e eu o observo escutando aquele barulhinho sorrindo como se algo muito familiar longe deste mundo louco que nós como família ainda não conseguimos acertar o fizesse sentir saudade e só a lembrança dele o acalmasse.
A decisão de ter um segundo filho me fez criar teorias fantásticas na criação dos dois juntos, mas a prática delas neste início tem sido um desastre. Tem dias que choro durante a noite talvez por culpa de não estar conciliando a felicidade do Gui com a chegada do irmão e isso me mata aos pouquinhos porque os dois são minha vida. Mas o melhor de tudo ou o que me consola (sei lá!) é que o amor dele pelo Daniel é imenso. Ele se sente afetado por nós adultos, mas pelo irmão não. A frase mais gostosa dita repetidamente por ele é : "Quem o bebê gostosão do rimão hein? Quem é?"
Ainda não tive tempo de sentar com o Anderson e conversarmos sobre isso... Enquanto isso vou errando aos pouquinhos tentando acertar. tem dias que são maravilhosos e tem os os dias tempestuosos, porém nenhum deles são dias infelizes. O sorriso do Guilherme e do Daniel compensam minhas ruguinhas na testa de preocupação.
Quando terminei de escrever este post, pensei em não publica-lo. Senti que passaria a impressão de que a chegada do Daniel havia nos tornado uma família infeliz. Mas o que quero mesmo dizer é que não nos preparamos direito para recebe-lo e estamos tentando acertar, cada dia estamos consertando algo que esquecemos de fazer por nos julgar experientes demais por que já tínhamos o Guilherme.
Enfim, o ser humano vive atrás de uma felicidade que sempre quando conquistada gera mais responsabilidade e ele descobre que não se preparou para ser muito mais feliz.
Edivânia