Muitas coisas aconteceram desde a última postagem, tem coisas que não precisam ser contadas, outras que são importantes e que vou resumir aqui.
Meus filhos continuam, lindos, saúdaveis e felizes.
Eu é quem mudei um bocado. Parece que acordei para a vida, comecei a estudar fotografia, fazer faculdade de publicidade e propaganda e com a ajuda do Anderson estou abrindo a empresa ods meus sonhos que é a brincando com arte.
Ontem o Daniel completou um aninho e louvo a Deus, pela saúde e tanta malinação do meu filho. Louvo a Deus pela minha família, pelo meu esposo que está do meu lado e por tudo de bom que tem acontecido aqui.
Seguem algumas fotos do crescimento do Daniel mês a mês, fotos do Gui e uma fotinho do bolinho que fizemos ontem.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
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domingo, 18 de maio de 2008
Saudade
Hoje completou um mês que perdemos meu pai. Ainda doi muito falar no assunto. Tudo que lembra ele ainda surge como um soco no estomago seguido de um gelo inexplicável. A saudade é tanta que hoje eu daria tudo o que tenho para poder tê-lo aqui comigo novamente.
Hoje já tenho certeza que foi uma viagem sem volta e que só posso lembrar dos muitos momentos felizes que passamos juntos.
Sei que nunca mais vou poder atender o telefone no dia do meu aniversário escutando a linda voz dele do outro lado da linha, cantando parabéns pra você ou escutá-lo contando a mesma piada muitíssimas vezes e mesmo assim sair correndo pro banheiro pra não fazer xixi na roupa de tanto sorrir. Estou sentindo e sei que a partir de agora a saudade só vai aumentar, porque agora a ficha caiu.
Ele partiu no melhor estilo dele, sem se despedir e deixou em minhas lembranças o carinho dele comigo, a esperança de que o dia seguinte seria melhor que o de hoje e que o cair não significa derrota, e sim uma mãozinha pra gente se levantar de cabeça erguida.
Vou sentir saudade da busca por liberdade dele, das brincadeiras dele com o Guilherme e das várias vezes que a presença dele se tornou momentos inesquecíveis. Como da vez em que o Gui nasceu e eu recebei alta do hospital e o Gui ficou na UTIN e ele foi levar uma cinta pra mim na casa da minha sogra e só de me olhar ele viu o quanto eu estava triste por ter deixado meu filho no hospital e quando nós nos olhamos os olhos deles se encheram de lágrimas. Das incontáveis vezes que eu vinha com o Gui pra casa da minha mãe e ele ficava nos esperando embaixo de um pé de árvore. Da vez em que eu morava na casa da minha tia e ele veio de São Paulo me visitar na escola, pediu licença pro professor e entrou na frente de toda minha turma, se apresentou e falou que teve que voltar porque estava cheio de saudade.
Estou em um processo muito lento de aceitação de tudo isso. Nos últimos meses estivemos muito juntos, e, morar aqui perto da casa minha mãe só me lembra a presença dele em cada cantinho da rua, chegar na casa dela pela manhã tem sido díficil.
Ao mesmo tempo sei que se ele estivesse aqui, ele não aceitaria me ver do jeito que estou, querendo desistir daquilo que ele mais lutou pra ter nos últimos tempos.
Hoje decidi que vou me levantar, vou acreditar que nossos corações continuam ligados por toda nossa história e vou fazer o que ele desejava pra todos os filhos dele, que era que fossemos felizes.
Estou reabrindo as histórias felizes, tristes e engraçadas da minha vida levando em mente a última frase que ouvi da boca do meu pai pra mim 4 dias antes dele partir:
"DEUS TE ABENÇÔE MINHA FILHA!!!"
Postado por Edivânia
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domingo, 20 de abril de 2008
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Eu sei!
Tudo pode acontecer
Eu sei!
Nosso amor não vai morrer
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo
Vou jogar no mar
Flores prá te encontrar...
Não sei...
Por que você disse adeus
Guardei!
O beijo que você me deu
Vou pedir aos céus
Você aqui comigo
Vou jogar no mar
Flores para te encontrar...
Na última sexta dia 18/04/2008 o meu pai foi morar com o papai do céu. Nos deixou com uma tristeza sem explicação...
Não tenho força e nem palavras pra tentar explicar, como foi e o que estou sentindo.
Só posso dizer que não está sendo fácil...
Postado por Edivânia
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Cuidando um pouco de mim...
Todos os anos quando chega o finalzinho do mês de dezembro, eu faço minhas resoluções de ano novo. Penso no que vou fazer e acontecer no ano que está para chegar e enquanto estou fazendo isso percebo que mais uma vez me acomodei e não fiz nada das resoluções anteriores.
Esse ano fiz diferente, resolvi não pensar no que fazer, decidi que deixaria acontecer e estou me surpreendendo com tudo e principalmente comigo mesma.
A chegada do Daniel ao invés de me dá vontade de ficar única e exclusivamente em casa, me fez querer ser realizada e isso tem movimentado bastante a nossa casa.
Graças a Deus o Anderson tem me apoiado em minhas decisões, só tem tido o cuidado de puxar um pouco pra realidade quando termino de tomar o redbul e crio asas na imaginação.
Pra início de tudo, estou de dieta. Como assim dieta cara pálida? Você não está amamentando?
Já perdi todo o peso que ganhei durante a gestação, mas estou com aquela barriga horrenda de grande. Estou liberada para fazer hidro com as tiazinhas da 3º idade e vou fazer e vou contar com o apoio de uma esteira pra fazer caminhadas aqui em casa. A alimentação vou tirar massas, refris e chocolates (tõ viciaaaada). Acho que vai ser o suficiente pra acabar com essa pança :(
estou voltando a estudar e o melhor de voltar a estudar é que vou estudar uma coisa que amo muito que é fotografia.
Já fiz minha inscrição, estou só esperando formar turma de 20 alunos pra começar o curso lá na oficina de fotografia da UPIS. Não vejo a hora de começar, já liguei lá algumas vezes querendo saber uma data, mas eles só dizem que será quando formar a turma :(
O resto são as mesmas coisas de sempre, cabelo, unha, maquiagem, depilação que amo e nunca deixo de fazer.
Postado por Edivânia
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Meu pai...

sabe aquela pessoa que mesmo não sendo a pessoa mais correta do mundo e mesmo assim você o ama muito? É o meu pai.
Ele sempre foi um tanto quanto "porra louca", apaixonado pelos filhos, mas nem aí pra trazer o sustento deles pra casa. No quesito atenção e amor ele sempre marcou muitos pontos comigo. Marcou tantos que segundo o Anderson é por ele (pai) que eu chamo quando estou tendo algum pesadelo ou sentindo alguma dor que fico meio inconsciente (cólica renal...Afê).
Meus irmãos são meio arredios com ele, sofreram muito quando crianças a ausência do meu pai, eu já peguei uma fase mais consciente dele e não tenho do que reclamar.
Como avô ele é o máximo do máximo, pula, deita, rola e é o "banco central", só que neste último caso as crianças só fazem retirada (rs). O tipo de homem que tem mil e uma histórias pra contar, sempre cativando a atenção e o carinho dos expectadores.
Lembro que quando eu era criança sempre ouvia as pessoas falando que ele tinha problema do coração, mas pra mim o coração dele era perfeito, coração de criança. Por diversas vezes fui visita-lo quando ele ficava internado e quando ele me via ele chorava como uma criança e eu junto com ele por pensar que ele iria morrer. Os anos passaram eu "cresci" e meu pai continuou com suas loucuras que não são admiraveis, mas continuou sendo um bom pai. Com o passar dos anos ele descobriu que tem diabetes e desde então trava uma luta com a doença, só que a luta é sempre favorável a ela, por que não consegue fazer dieta, come absurdamente e eu sei que lá no fundo ele gostaria de conseguir se controlar.
No finalzinho de 2006, acordei com um telefonema da minha mãe avisando que ele tinha acabado de ter derrame e estava no hospital esperando uma ambulâcia pra ser transferido para um outro hospital. Eu perdi o chão... pedi pra falar com ele e pelo telefone escutei a voz dele embargada pelo medo de ficar em uma cadeira de rodas pra sempre, ele me falou assim: Oi minha filha! Eu não estou sentindo minhas pernas e chorou e não conseguiu falar mais nada. Minha mãe pegou o telefone e falou pra mim que ele não podia se emocionar. 4 Dias depois ele voltou pra casa, sem conseguir andar e dependendo de nós para tudo. Fez dieta e graças a Deus só restou uma sequela deste derrame. Ele não consegue andar sem bengala pois não tem equilibrio pra andar.
No mês passado ele teve outro derrame, desta vez foi facial o olho direito ficou mai baixo ,quase imperceptivel, mas nós que convivemos com ele percebemos a diferença e a lingua cresceu um pouco, fazendo com que ele fique com a fala mais complicada.
Desde o último derrame ele tem estado triste, falando coisas que me fazem perceber que ele está se despedindo da gente aos poucos. mas nada do que ele disse me fez ficar tão abalada como fiquei hoje.
Cheguei na casa da minha mãe hoje cedo e como todos os dias ele estava lavando a louça, pedi benção pra ele e fui pra sala dar mamar pro Daniel. Da sala eu via o movimento dele pra lá e pra cá na cozinha enquanto eu conversava com minha mãe que estava sentada no outro sófa. Nós estavamos sorrindo quando eu vi ele desequilibrando. Gritei pra minha mãe que ele estava caindo, coloquei o daniel no carrinho e quando cheguei lá atrás da minha mãe, ele estava lá deitado no chão, com os olhos cheios de lágrimas... respirei fundo, ajudei minha mãe a levantá-lo e o levamos para o sofá. Perguntei se ele tinha se machucado e ele disse que o joelho estava doendo, levantei a perna da calça e vi que não tinha nada, coloquei a bolsa de gelo e ela falou assim: é sempre assim né minha filha? Eu não sei em que momento da sua vida você desistiu de ser médica, mas desde que você era criança você sempre teve um remédio pra indicar uma ação imediata. Eu sinto muito por não ter lutado pra dar condições pra você fazer sua faculdade enquanto ainda era solteira.
Sinto que ele está começando a se despedir da gente, algumas horinhas depois ele virou pro Daniel e disse: Oi neguinho do vovô! Oie! será que o vovô vai viver o bastante pra poder carrega-lo no colo (meu pai não pega bebês no colo só depois que estão sentando sozinhos).
Me chamou e pediu par eu ligar na APAX e agendar uam visita pra ele. Fiquei tão mal quando ele me pediu isso, doeu lá dentro em saber que ele está querendo pagar o funeral dele antecipado.
Sei que existe coisas na vida que são inevitaveis e a morte é a principal delas. Quando temos alguém dentro de casa doente, estamos sempre lutando pra que elas sarem logo e volte a sua vida normal. Mas quando se trata de pai doi mais, doi muito mais.
Estou com o coração miudinho, com um nó na garganta hoje. Amanhã venho falar dos meninos....
Postado por Edivânia
sexta-feira, 28 de março de 2008
Mais lenta que bicho preguiça!
Ando muito enrolada. Descobri que tudo que muda um pouquinho minha rotina me deixa assim. Mas hoje decidi que vou tentar colocar minhas coisinhas em dia.
Nossa páscoa foi ótima. Fizemos o gui acreditar que um coelhinho da páscoa passou por aqui e trouxe uma cesta recheada de chocolates mais um ovo de páscoa do homem aranha com uma máscara do homem aranha dentro. Acordamos o Gui cedinho pra contar o que tinha acontecido durante a noite e lá foi ele seguindo as patinhas do coelhinho. Ficou surpreso quando viu. Mas muito contente com a máscara nova. A pior parte de tudo foi que fizemos as patinhas no chão com tinta guache preta e deu um trabalhão pra limpar, fora o guigui que ficou pensando que o o coelhinho era da família do porquinho (rs)
Ele começou a fazer karate e esse tem sido o assunto dele aqui em casa, seguidos de uns "iáááá" ou uns "iahuhu". Detalhe ele não fala isso lá no karate, porque começou agora e o professor está ensinando os meninos que karate é pra defesa e não pra ficar socando uns aos outros. (palavras desesperadas do professor, quando viu o tamanho e a vontade de bater,ops quis dizer de lutar do Gui em relação aos outros coleguinhas tudo pequeninhos).
O Daniel continua com o vai e vem da gripe, melhora, depois volta e assim por diante. Hoje tivemos consulta de dois meses com o Dr. Sílvio (primeira consulta com ele). Como já era esperado eu gostei muito, o Dr. cuida do Gui, ele ainda não tinha um mês e foi muito prestativo. Examinou, mediu, pesou, fez gracinha e enfim medicou o filhote, acho que minha confiança nele é tão grande que o Daniel vai sarar essa gripe logo, logo. Cresceu bastante também. Esta medindo 54 cm e pesando 4.610kg de pura gostosura. Aaaaaaaaaaaaah! Já ia me esquecendo. Hoje o Daniel completou dois meses. Estou muito feliz além do cansaço.
PS: Não quis tirar foto dele peladinho pra colocar aqui não! Deixei só o marcador da balança ;o)
Todo esse sorriso é de quando pergunto pra ele: Quem é o neném banguelo da mamãe??? kkkkkkkkkkk
Quanto a mim, eu estou bem ausente da internet esses últimos dias. Ando pegando pesado no estudo da fotografia. Vou ganhar uma superzoom do Anderson pelos próximos dias.
Estou participando de um fórum muito legal que tem um grupo de fotógrafos aqui em Brasília, tem de tudo lá. Profissionais, amadores e o meu grupo que é aquele que quer ser igual a eles quando crescer ;o)
Ontem separei mais de 100 fotos dos meninos e mandei revelar. Eu tinha esquecido a sensação que é ter uma foto em mãos, muito gostoso mesmo. Mais tarde vou trocar as fotos de todos os porta-retratos de casa.
Também tenho andado com umas idéias de trabalhar com criação de kit e elementos pra scrap. Mas isso é outro assunto, é mais uma idéia que tive pra ver se consigo me sentir trabalhando novamente.
Vou fazer também um novo layout pro blog, um que tenha eu, Anderson, Gui e Daniel. Vou ficando por aqui com o scrap que fiz no domingo.
Créditos aqui: http://www.scrapartist.com/gallery/showphoto.php?photo=71298&ppuser=3679&sl=e
Postado por Edivânia
